Dois residenciais, duas histórias completamente diferentes. Um nunca fez marketing. O outro cresceu 1.500 seguidores em apenas 4 meses, só com Instagram. A diferença entre eles não foi o produto, a estrutura ou o preço — foi a forma como cada um contou a própria história. E é sobre isso que este episódio do Podcast Amar Residencial fala.
Michele e André recebem Jonathan William, designer gráfico e fotógrafo, e Renely Abreu, especialista em tráfego pago e mídia de performance, sócios da BR Marketing. Juntos, eles trazem uma conversa reveladora sobre comunicação em casas de repouso e centros de convivência — um tema que a maioria dos gestores ignora, mas que pode ser a diferença entre lotar a casa ou ficar com vagas ociosas.
Um dos pontos centrais da conversa é o poder dos primeiros 3 segundos. Quando uma família está buscando um lugar para cuidar de quem ama, a decisão de confiar ou passar direto acontece quase instantaneamente. A forma como o residencial se apresenta — nas fotos, nos vídeos, nas redes sociais — define se essa família vai parar para conhecer ou seguir procurando. E poucos gestores entendem o peso desse primeiro impacto.
A dupla explica por que o Instagram se tornou a verdadeira vitrine do negócio, e por que não postar custa caro. Não se trata de vaidade ou de seguir modismos — é sobre estar presente onde as famílias procuram, mostrando o cuidado real, a estrutura e o dia a dia da casa. Mas eles também alertam para o erro mais comum de todos: confundir número de seguidores com resultado. Ter muitos seguidores não significa nada se eles não se convertem em contatos e contratos.
A conversa é surpreendentemente prática e honesta sobre dinheiro. Quanto custa aparecer no Google quando a concorrência é grande? Como decidir entre Google Ads e Meta Ads quando o orçamento é pequeno? O que dá para fazer com apenas R$ 2.000? Jonathan e Renely respondem sem enrolação, com a experiência de quem realmente trabalha com performance e resultado.
E há um alerta valioso sobre inteligência artificial: anúncios feitos de forma automatizada e sem alma tendem a afastar as famílias em vez de atrair. No cuidado com idosos, autenticidade é tudo. Por isso, segundo eles, um vídeo simples com uma pessoa real falando com sinceridade performa muito mais do que qualquer edição sofisticada e impessoal. A conexão humana vende mais que a produção perfeita.
O episódio ainda traz insights sobre sazonalidade — por que janeiro é o pior mês para fechar contrato e o que fazer nesse período — e estratégias concretas para gestores que querem começar a se comunicar melhor com pouco investimento.
Para donos de residenciais, gestores de ILPIs e qualquer profissional do setor que queira entender como a comunicação pode transformar um negócio de cuidado, este episódio é um guia direto e realista.